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Live tracking: see how I am doing it!

1,330 kms | 36 K vertical meters Tomorrow, August 10, start my sport challenge of the year. You can read all the details about it here .  Fo...

PRIMEIRA VOLTA NO BRASIL Resultado do calor: o coração disparava para zona 4 constantemente. 21 minutos no vermelho é muito tempo para essa altura do treinamento. Resultado: dor, pouca velocidade e exaustão em uma corrida na verdade curta.


Hoje, domingo 27 de março, fiz a minha primeira volta de treino no Brasil. Saí de Alphaville, atravessei a zona residencial da região e segui até Santana de Parnaíba e depois estrada de Romeiros quase até Pirapora de Bom Jesus. Não cheguei até lá porque quando fiz 25kms, ví que não teria água suficiente para o retorno se continuasse por mais tempo. Foi a decisão mais sábia do dia. Talvez a única.

Saí do hotel às 9 da manhã e já estava muito quente. Acho que por volta de 35 graus. E a coisa só esquentou. Temperatura máxima de 43. Estava MUITO quente. Esqueci de começar a gravar o log desde a saída e só lembrei na hora de dar meia volta e retornar. Mas dá prá ver que por boa parte do trajeto, a temperatura passava dos 40 e por uns bons quilômetros, ficou nos 43 graus.

Estava tão quente e o sol tão forte que dava prá sentir o short (preto) esquentando. E também vale salientar que eu não tinha protetor solar, o que ajuda a proteger. Acho que por causa do calor, o coração estava disparando sempre para acima dos 174bpm.


Pelo lado positivo, o caminho é bem legal. Basicamente sobe e desce o tempo todo. As subidas são todas por volta de 2 ou 3 kms, com inclinação entre 6, 8 e 10%. Há algumas com 13% e a maior de todas com 19%, que quase me matou. Em algumas partes, o asfalto está quebrado e cheio de areia e cascalho. Mas no final não é tão mal assim se você tomar cuidado.


Um dos medos, acho que de todos que pensam em pedalar pela primeira vez em São paulo, é o trânsito. Mas isso foi uma agradável surpresa. Os motoristas não pegam pesado. Não me senti "espremido" nem inseguro. Até me senti mais seguro do que pedalando em Natal. Parte do caminho, pedalei com um pequeno grupo que me alcançou. Pessoal simpático e bons ciclistas. Seguindo eles aprendi a me posicionar na estrada para que os motoristas me vejam e saíbam o que fazer.


No geral, uma das voltas mais duras dos últimos tempos. Um completo oposto da volta que fizemos exatamente um mês atrás na Holanda. Do frio extremo ao calor insurportável... Vida de ciclista.

SINUCA

Decidi colocar esse post que não tem nada a ver com ciclismo porque tem a ver com competição. E também como se conhecer um pouquinho mais. O "causo" acabou de acontecer e foi assim: no departamento de Vendas há uma mesa de sinuca, com bolas lisas ou marcadas e a famosa bola preta. O povo organizou lá um campeonato e logo se formou a lista dos favoritos e dos "nem a pau". Como eu sou um jogador mediano (que não liga muito se perde ou ganha) eu estava na cabeceira da segunda lista. Ganhei algumas partidas por sorte e outras por boas tacadas nas horas cruciais. Inclusive tirando o segundo favorito nas oitavas de final. Acabei passando por todas até chegar na semi-final que foi hoje.

Era uma melhor de três partidas jogando contra o principal favorito do compeonato. Tinham uns 20 caras na sala de sinuca tirando onda comigo. E eu tinha ido lá já com aquela de: nem pensa que dessa você não passa. Acontece que eu também criei a teoria do anti-jogo. Se você é ruim e está jogando contra um cara bom, você não pode abrir espaço pro cara deslanchar. Então eu comecei a primeira partida com uma abertura tão fraca que só duas bolas saíram do centro. Ganhei a primeira partida limpa e aí comecei a ver o segundo lado do lance. O cara era favorito e tava todo mundo tirando onda comigo. Ele ganhou a segunda partida facinho porque ele abriu o jogo. Bola prá todo lado e mesa limpa prá ele.

Dei sorte na moeda e fiquei de abrir o jogo na terceira e decisiva partida. E aí vi que a onda que os caras estavam tirando não estava fazendo efeito em mim, mas sim no outro cara. Aí eu comecei a tirar mais onda ainda e todos seguiram. Fiquei dizendo como é que pode George estar demorando tanto tempo prá ganhar? Coisa e tal. Comecei a contar a cada 3 minutos, dizendo "George, como é que pode, 20 minutos e eu ainda estou jogando!". O "favorito" ficou tão nervoso que começou a fazer merda.

Mas mesmo assim ele limpou a mesa e para ele só restava a bola preta. Eu tinha 3 bolas na mesa e a preta. E era a minha vez porque ele cometeu um erro. Aí eu me acalmei e meti duas das bolas. A sala ficou silenciosa. A penúltima bola era uma diagonal longa. A branca de um lado da mesa e a outra do outro lado num ângulo meio inviesado. Eu olhei pro cara que era o segundo favorito que eu tinha batido e disse: Essa é prá você, Stuart. Um tipo de Deja vu. Detonei a bola com uma tacada daquelas fortes e aí era só a preta. Não dava prá escutar nem respiração na sala. A preta estava no meio da segunda metade da mesa. A branca quase reta. Eu tinha duas opções: tentar um tiro enviesado para a caçapa do meio ou uma tabela para a caçapa do outro lado. E tinha que "chamar" a caçapa. Decidi pelo enviesado e coloquei a preta com uma das tacadas mais leves e lentas que já fiz.

A sala veio abaixo. Ninguém acredita até agora. Nem eu. Mas o que importa é: estou na final. Vou provavelmente ser liquidado, mas minha estratégia e abilidade de ler o ambiente na hora do jogo já me colocou aqui. Duas coisas que aprendi: algumas vezes o que os outros pensam deles mesmo é uma arma sua. E, quando chega no momento crítico, pare de brincar e vá para o "kill". Agora só tenho que pensar como posso usar isso na minha vida profissional e nas corridas de bicicleta.
PERNAS QUEIMANDO

Ontem foi dia de Mountainbike com o pessoal do trabalho. 1 hora e 20 kms de puro sofrimento. Estava sem potência nenhuma e as pernas estavam queimando com qualquer esforço e o coração disparando para os 180bpm muito fácil. Acho que peguei pesado durante a semana. Pricipalmente os agachamentos na terça-feira com 60 kilos e não ter tomado nenhum líquido de recuperação depois deixou muito ácido lático nas pernas.
Bem, sobrevivi e consegui participar do sprint final. Hoje dia de descanso. Queria ir ao ginásio para uma sessão na bicicleta de spinning mas decidi relaxar hoje.
Agora é começar a se preparar para a viagem ao Brasil...
A SEMANA ATÉ AGORA
Semana boa de treinamento. Domingo, corrida de 70 kms em duas horas e 40 minutos. O tempo estava de sol mas bem frio e com vento. Foi uma corrida com outros quatro colegas e foi bastante puxada. 55% do tempo em zona 1 e 2, 27% em zona 3 e 4 e 14% em zona 5. Velocidade média de 25 com pico de 38kms/h. Boa para essa época do ano. De qualquer forma ficou aparente a falta de explosão quando o grupo fez alguns sprints. Senti um pouco as costas mas não demasiado. Acho que o treino no ginásio está começando a fazer efeito.
Na segunda: ginásio. Ritmo cardíaco em repouso: 70bpm. Fiz 15 minutos de corrida leve mantendo o coração no máximo de 130bpm. Depois squats frontal (26kgs) e com peso nas costas (50kgs). Depois deadlift com 25kgs e sessão de alongamento para as costas e abdominais (alguns movimentos de pilates). Aumentei o peso de 40 para 50 kgs no agachamento com peso nas costas e me senti forte, completando as quatro séries de 7 sem problemas. Me sinto bem forte e sem risco de ficar gripado. Acho que o remédio para alergia está funcionando (ou é placebo e está funcionando também).
Terça-feira: bicicleta de spinnig. Treinamento de tempo. 10 minutos aquecimento, 6 jumps de 30 segundos em pé com recuperação de um minuto. Depois 6 séries com 75 rpm alternando cada perna sem descanço. Seguido de 6 jumps sentados de 20 segundos. No final, série de alongamento e abdominais (pilates). Bom treino.
Amanhã, descanso e na quinta-feira corrida de mountain bike com o time do trabalho. Como o tempo vai estar bom já sei que vai ser um treino bem forte...
NÃO ESQUECE A MINHA CALOI

Engraçado como as coisas são. Tava olhando o site da Caloi e me toquei de que, devido ao velho slogan eu fiz um amigo no meio de uma corrida em um lugar que é ícone para ciclistas em todo o mundo: o Mont Ventoux, na França.
Durante a L'etape du Tour de 2009, fazendo a subida do Ventoux, estava passando por um cara usando uma camisa da Caloi. Naquele ano eu não tinha visto muitos brasileiros na corrida e querendo tirar a mente do esforço da subida quis falar com ele. E automaticamente me saiu da boca: "ei, não esquece a minha Caloi".
O cara riu e começamos a conversar. Acabamos, à duras penas, fazendo a subida juntos. Ano passado, por outra coincidência o vejo durante a corrida e acabo de entrar em contato com ele. Estou indo prá São Paulo e estamos organizando de fazer uns treinos juntos. Talvez se ele não tivesse com a camisa da Caloi eu não tivesse falado com ele e não tivesse feito mais um amigo.

Minhas Bicicletas

MINHAS BICICLETAS PARTE 1

Meu primeiro fascínio com bicicletas de corrida foi vendo um filme do James Bond. Meu pai adorava o 007 e eu assistia com ele a todos os filmes. Tem um que eles saem com umas Road bikes (ou speed, dependendo em que continente você estiver) e desciam uma montanha. Até hoje eu lembro que as bicicletas eram azuis com os cabos de freio brancos. Daquela que o passador de marcha é no quatro ainda. Eu era muito pequeno mas ficou a memória e acho que sempre que via alguém com uma bicicleta de corrida ficava maravilhado.
Mas a vida segue e como criança nascida em 73 e que os pais não tinham nenhuma aspiração muito esportista, passei pela série de bicicletas obrigatórias: caloi berlineta, cruiser, etc. Tive as minhas bicicletas pela vida até chegar finalmente a uma verdadeira roda bike. Aqui vai a lista que me fez muito feliz durante a vida toda e também muita raiva algumas vezes.

CALOI BERLINETA

Minha primeira bicicleta. Acho que tinha uns seis anos de idade. Ela era verde meio metálico. Lembro que o guidon chegava à altura do meu rosto e que as rodinhas traseiras estavam tão mal colocadas que a bicicleta ficava torta. Numa das primeiras vezes que meu pai foi tentar me ensinar a pedalar lá na avenida do contorno (que ia de nada a cois nenhuma). Lembro da dor nas costas porque eu ficava todo torto. Mas acho que surtiu o efeito desejado. Desisti das rodinhas rapidamente e aprendi a pedalar sem elas. Naquela época o mundo era dividido entre quem tinha Berlinetta e quem tinha Monark monareta, que era mais pesada mas tinha o guidon parecido com as Harley Davidson dos filmes. Era mais cara e quem tinha era mais a galera da grana. A berlinetta tinha o guidon reto, preso diretamente no quadro com duas porcas grande, mas era mais leve, com freio melhor e sempre ganhava na corrida e pulando rampa. Empinava muito melhor que a monareta, eheeh
Fiquei com essa bicicleta até os meus 13 ou 14 anos. Ela já estava pequena para mim ao ponto de eu acabar me cortando nas malditas porcas que seguravam o guidon no quadro. Minhas pernas já eram grandes demais e ainda hoje tenho duas cicatrizes nos joelho esquerdo... Mas era época de super inflação e com outros 3 irmãos para ganhar bicicletas a coisa era assim mesmo. Andei muito com ela e conheci grande parte dos bairros ao redor da minha casa.

CALOI CRUISER

Quando a coisa começou a ficar ridícula e as meninas já faziam piada de mim eu fiz pressão e meu pai decidiu (depois de muita reclamação) me dar uma bicicleta nova. A escolhida, depois de muita pesquisa, foi uma caloi cruiser vermelha. Ela ganhou logo o nome de camelo, principalmente depois que troquei o guidon original por um de bmx. Era um gigante para mim, mas corria muito bem quando ganhava embalo. Com ela, ganhei mais terreno. Conheci toda a zona central da minha cidade e já dava pra ir até a praia! A gente ia prá praia jogar bola a uns 10 quilômetros da minha casa. O camelo só não subia ladeira muito bem porque eu tinha trocado a catraca original por uma de 13 dentes (a minha ainda não tinha passador de marcha). Mas no plano ninguém ganhava.

MONARK BMX PANTERA

Na mesma época meu irmão ganhou uma BMX. O quadro era da Monark pantera, mas todo o resto era importado em alumínio (meu pai conseguiu uma promoção com alguém!). Desde o guidon, rodas e seat post. Eu convenci ele a colocar uma catraca de 12 dentes e a bicicleta voava. Ela era tão leve e baixinha que era difícil alguém ganhar qualquer corrida dela. Manobrava bem, corria bem e voava nas rampas. Era um sonho. Prá desespero do meu irmão, eu acabei saindo muito mais com a bicicleta dele do que com a minha. Adorava apostar corrida na avenida ao lado da minha casa. Adorava pegar tanta velocidade (acho que chegava perto dos 50 kms/h nas arrancadas) que deixava os motoristas preocupados e a garotada gritando de excitação. Isso até o dia em que, instigado pela garotada, tentei quebrar o recorde de velocidade (que era julgado pela meninada no olho). Perdi o controle da bicicleta no auge da velocidade e cai de rosto no asfalto. A queda foi feita, cheguei a desmaiar duas vezes e acabei no hospital com 15 pontos em diversas partes do rosto (incluindo rosto e joelhos) e queimaduras no resto. Por sorte (ou por todo o treinamento de judô por anos), não quebrei nenhum osso.

CALOI 10

Com a queda, cheguei a conclusão de que o que eu gostava mesmo era de velocidade. Mas com medo de perder o controle de novo desisti na BMX e consegui trocar a cruiser por uma Caloi 10 marchas da cor vinho. A bicicleta era muito boa, estável e com ela comecei a fazer viagens mais longas no fim de semana. Mas era uma bicicleta solitária. Não dava para andar com os amigos do bairro, que ainda buscavam ruas esburacadas, etc. Também nessa época comecei a sair mais com os amigos da escola. Com 15 anos comecei a beber e sair para festas mais adultas e o lado lúdico da bicicleta perdeu-se. Acabei vendendo a bicicleta por uma mixaria e com os pneus secos pelo desuso. Pelo menos quem comprou usou a bicicleta diariamente para cobrir uma distância de 30 quilômetros. Daí foram uns 10 anos sem sentar em outra bicicleta. 10 anos de engorda, bebida e péssimos hábitos alimentares. Os 10 anos em que terminei a universidade e comecei a trabalhar.

No post seguinte entro na fase das bicicletas realmente de corrida. Vem aí lembranças sobre a monark 10 marchas, uma empella e as roads “de verdade”: Ridley e Giant. No site da Caloi (www.caloi.com.br) e da Monark (www.monark.com.br) dá prá ver a história das empresas, fotos das bicicletas e inclusive algumas propagandas da época.
CONGELADO NA BICICLETA

Organizadores verificam se todos os ciclistas estão bem congelados.

Ontem fomos ao nôno circulo e voltamos. Não ao céu, mas à uma resolução de treinar sozinho. O que antes era a motivação para treinar, se tornou a completa desmotivação para sentar na bike. Entre 35 ciclistas, não vi coleguismo nem companheirismo e decidi que a motivação não é mais participar de um grupo mas de fazer números em competição. O treino de 80 quiolômetros, que deveria ser uma volta tranquila com o time do trabalho se tornou um inferno dantesco. Satan estava lá abanando suas azinhas e deixando todo mundo congelado com tanta água, frio e uma série de pneus furados.

Ao todo foram 8 pneus furados e a cada vez o grupo inteiro parava para esperar o pneu de alguém ser trocado. O resultado é que o corpo esfriava ao ponto do corpo começar a tremer e os dentes baterem. A temperatura estava por volta dos 3 graus mas o vento e a chuva que não parou um segundo davam a sensação térmica de abaixo de zero. Para piorar, os "organizadores" da volta não se adaptaram a situação e decidiram continuar com o plano dos 80 quilômetros. O que poderia ser cortado em pelo menos 20 se a gente desistisse de fazer loops em uma área com algumas subidas. Vale salientar que eu estava usando toda a minha roupa de inverno...

E para piorar, faltando 25 kms para a chegada tive que baixar minha velocidade para 15kms/h . O motivo é que eu estava com vontade incontrolável de fazer xixi e decidi parar já que o grupo estava indo bem devagar. Eu conseguiria alcançá-los facilmente. Depois de feito o xixi, comecei a pedalar e quando já vejo o grupo percebo que uma das novatas tinha ficado para trás. Quando chego perto descubro que ela estava completamente esgotada, desorientada e mal pedalando. Para encurtar a estória, fiquei para ajudar, perdi o grupo e tivemos que fazer o caminho de volta sozinhos aos 15kms/h. E para piorar, ela não conhecia o caminho e estaria completamente perdida. Não tinha como deixá-la para trás.

Nessa velocidade meu corpo não esquentava nada. Lutar contra o frio com o ritmo cardíaco de 110 bpm é uma batalha perdida. Levamos tanto tempo para chegar que a hipotermia estava me pegando. Ao entrar no prédio da chegada eu tremia tanto que nem conseguia tirar a roupa para tomar um banho quente. Tive que me encostar em um aquecedor para conseguir tirar as botas, casacos, etc. Tudo encharcado e gelado. Passei uns 40 minutos embaixo do chuveiro quente para esquentar. E a minha bronca no lance todo é que não era minha responsabilidade ajudar a mulher. Era responsabilidade dos organizadores, que deixaram os novamos para trás nas piores condições imagináveis. Com esse grupo só saio agora se for para voltas obrigatórias... E espero não ficar doente.

QUANTIDADE DE TREINO
Ontem fiz minha sessão de ginásio com 15 minutos de aquecimento na bicicleta de spinning, várias séries de agachamento (peso nas costas, peso na frente, beso na frente por baixo), alongamento para as costas e abdominais e fechando com mais 15 minutos de volta à spinning bike (boa frequencia (90rpm), pouca resistência para recuperação). Um total de 1hora e 20 minutos.
Tomei o meu shake de proteína no final e foi tudo bem. Mas à noite minha garganta começou a arder um pouco e eu já aprendi que é o meu corpo me dando o primeiro sinal de que vai fechar prá balanço. Melhor escutar o que o corpo está dizendo do que pagar com uma parada de mais de uma semana. Como tinha feito o mesmo treino na segunda-feira, achei que estava bom relaxar hoje e não ir para a volta de mountainbike com o grupo do trabalho. Uma pena porque eu estou realmente gostando dessas voltas.
Mas minha dúvida agora é: já estou começando a entrar em overtraining? Como pode ser se a quantidade de horas semanal ainda é pequena? Por volta de 6 horas. Ou ainda é o frio do inverno baixando minhas defesas? Tenho que comer mais? Ou comer melhor? Estou com alguma alergia ou é o stress? Bem, é um monte de pergunta. Tenho que pensar... principalmente se estou com aquela pulga atrás da orelha sobre triatlon.
Domingo tem volta com o time do trabalho na estrada: 80 quilômetros basicamente planos, com alguns sprints de grupo e algum tempo esperando os retardatários (esfriando). É esperar que o frio não esteja como ontem: - 6º C.
TRAINING UPDATE

Finalmente o tempo deu uma melhorada e o treinamento voltou prá estrada. No fim da semana passada, quinta-feira, fizemos 20 kms de mountain bike. Uma rota nova para mim com muitas subidas técnicas, lama e raízes de árvores. Algumas quedas e coração disparando para os 180 bpms constantemente. No sábado, 65 quilômetros contra o vento frio. Segurando o coração nos 130 bpms. Uma boa volta, apesar de chegar em casa com os pés congelados.
Hoje foi dia de ginásio. Uma hora feita de 15 minutos de corrida e o resto de squats. Com diversos pesos e atenção na postura para me curar do muted hips.
MUTED HIPS FUNCTION


Ontem, enquanto fazia meus exercícios de fitness, descobri que as minhas dores de região lombar provavelmente se devem também a um problema bastante comum: muted hips. Eu não consegui encontrar tradução para isso, mas basicamente significa que o quadril não é forte o suficiente para manter a força constante (seja levantando peso ou pedalando) e começa a recrutar os músculos da perna. Resultado, dor e menos potência. Também significa que o quadril não tem a flexibilidade que deveria ter. Eu não consigo "empinar" a bunda...

Também faz parte do problema uma certa atrofia neural. Durante as férias de Janeiro, conversando com um amigo fisioterapeuta, ele me mostrou que eu tenho um pouco de atrofia no nervo que vem da coluna vertebral até o calcanhar. Essa atrofia também causa dor, principalmente na hora de fazer força por tempo prolongado = subir montanhas. Para resolver a situação, ele me mostrou dois exercícios de alongamento neural que estou fazendo todos os dias.

A boa notícia é que o treinamento que eu estava fazendo para a região lombar é o correto. Seguir fazendo aguachamentos com peso nas costas, nos peitos e baixo (deadlift). Só tenho que corrigir ainda mais a posição e começar a soltar o quadril. E também prestar atenção na minha postura durante o dia-a-dia no trabalho...
O RITUAL
Outra vez começou a época de treino e longas voltas aos domingos. Acho que todo ciclista segue um ritual próprio para arrumar e sair de casa o mais rápido possível e sem acordar o resto da casa. O meu ritual começa na noite anterior: verifico no plano anual o tipo de treino, decido quantos quilômetros e escolho a rota. Tudo depende se vou sozinho ou vou encontrar alguém. Olho a previsão do tempo: chuva, neve, sol, temperatura, direção e força do vento. Decido que horas sair: normalmente entre 6 e 7 da manhã. Verifico os planos do dia com esposa (chefe) e ajustar horário de saída (lembrar de ajustar despertador) e comunico a expectativa do horário de retorno. Discutimos o que está na agenda com a família: visitar tia, jantar com alguém?

Se a rota não for conhecida, anoto os pontos de navegação em post-it. Plastifico-o com fita adesiva e coloco na bicicleta (que fica no quartinho de despejo atrás da casa). Verifico pressão dos pneus, luz se necessário, bomba para encher pneu, bolsa para emergência (duas câmaras de ar, dinheiro, paracetamol, desembeiçador de pneu). Preparo as garrafas: uma com energy drink (1litro) outra com água (1 litro). A do bico aberta é a de água e vai na parte de trás do quadro. Separo a comida: barras energética de cereais, gel energético, 1 banana e sanduíches com geléia (que serão feitos pela manhã): um item para cada hora de treino. Coloco tudo ao lado das garrafas, perto da porta de saída dos fundos.

Vou ao quarto e separo a roupa de treino na seqüência que vou vestir: meias de perna inteira, calção de ciclismo, o sensor de ritmo cardíaco, camisa interna, camisa externa com bolsos, cobertores de braços e casaco térmico ou de chuva e meias. Colocar tudo no banheiro para fácil acesso pela manhã. Pegar também: sapatos, óculos escuros, gorro, computador da bicicleta, chave da casa e luvas e colocar dentro do capacete. Colocar tudo ao lado das comidas perto da porta de saída. Ir para cama, colocar despertador para 30 minutos antes da hora de saída. Dormir.

Acordar às 6:00 da manhã. Ir pro banheiro. Primeiro coloco as meias compridas (ainda bem que nunca ninguém me viu nessa hora), depois o calção, sem colocar as alças do ombro. Agora é o sensor de coração, com a ritual lambidinha no dedão para umedecer o sensor. Um de cada lado. Agora vem a camisa interna e agora sim as alças do calção. Em cima, vai a camisa e as proteções para o braço. Meias terminam a preparação roupística. Pego o casaco térmico e desço para sala. Colocar o casaco agora é garantia de superaquecer. Antes de descer, olhadinha na filha dormindo prá dar boa sorte...

Enquanto o café é feito, faço uma banana machucada com cereais (tipo farinha láctea) e como. Bebo café com pão branco com geléia e, enquanto o comprimido de vitamina C dissolve no copo de água, preparo os sanduíches: pão com geléia, bastante geléia. Coloco toda a comida nos bolsos das costas. Barras no bolso esquerdo, banana e gels no bolso do meio, sanduíches no bolso da direita. Fácil de lembrar durante o treino ou corrida.

Volto prá sala e coloco o gorro e o capacete. Gorro cobrindo orelha e então coloco os óculos escuro por cima do gorro para não machucar orelha. Incrível como esses óculos de competição são apertados. Pego o computador e coloco preso na perna do calção. Pego as luvas e enfio entre minha barriga e a camisa. Pego sapatos, garrafas de água e chaves da casa e saio pela porta da cozinha até o quartinho de despejo. Coloco garrafas de água na bike. Energy drink na frente, água atrás. Tiro computador do calção, coloco na bicicleta e dou uma rodada na roda dianteira para ver se está funcionando.

Calço o sapato direito, apertado mas não demais. Sempre o direito primeiro. Coloco o protetor de frio, que está sempre ao lado da bicicleta. Calço o sapato esquerdo e o protetor, que sempre dá mais trabalho e o pé dói mais (Velha queda de skate que sempre dói no frio...). Saio com bicicleta pela porta dos fundos da casa. Olho o relógio: 6 e meia da manhã. Bom. Coloco as luvas, sento na bicicleta e dou um balancinho prá ver se não há nada solto. Dou as primeiras pedaladas bem devagar, umas mudanças de marcha. Duas prá cima, uma prá baixo. Tudo funcionando. Faço uma curva prá direita e outra prá esquerda e estou na estrada. Assim cedo vai estar sempre frio e escuro até o mês de março/abril e o ritual vai diminuindo pelo número de roupa.

Não há ninguém na rua. Afinal é domingo e a maioria das pessoas só vai acordar daqui a duas horas. Gosto dessa primeira hora. Depois é encontrar alguém dos companheiros para as próximas 4 ou 5 horas de pedalada...
TREINO: 40KMS

Hoje foi dia de treino leve para me recuperar da gripe. Fiz 20 quilômetros até a ponte em Vianen e voltei. Estou de volta ao treino de baixa intensidade: velocidade não é importante. O importante é não deixar o coração passar de 130 batidas por minuto. E não deixar baixar de 125bmp. O que parece um treino fácil, porque você vai devagar e todo mundo passa de você, na verdade é bem forte. Porque você tem que manter o coração o máximo próximo dos 130, você não relaxa e mantêm a baixa intensidade o tempo todo. Incluindo quando está descendo.
Nunca relaxa.
Essa semana vou seguir com um treino leve para ver como o corpo reage. Dia 27 tem a primeira corrida do time da Nike e sábado Uazir vai pegar a bike nova dele. Então será mais um companheiro para pedalar.
NATAL - CAMPUS - TABATINGA - CAMPUS - 60KMS
Mirante dos Golfinhos: Meu ponto de retorno de volta à casa.

Esse vai ser o review da minha volta preferida até hoje quando estou de férias em Natal. Saio do Conjunto dos Professores até o Mirante dos Golfinhos em Tabatinga, tomo uma água de côco e volto. 60 quilômetros ao todo. Como essa é uma volta feita por um monte de gente, vou escrever pouco prá não ficar chovendo no molhado. Fiz essa volta três vezes enquanto estive em por lá. Todas pela manhã, saindo de casa por volta das 8 horas. Peguei chuva, temperatura amena e também calor de 42 graus. Além disso há uma pequena diferença no trajeto que explico depois.Saindo do Conjunto dos Professores, sigo pela Roberto Freire até a Rota do Sol. No início da RdS tem sempre uns ciclistas se preparando para sair num daqueles postos de combustível. Mas infelizmente eu nunca consegui emparelhar com ninguém prá conversar. Então, eu na verdade nunca conversei com outros ciclistas de Natal, o que é estranho prá mim. Mas isso é outra história para outro dia.

A RdS é aquilo de sempre. Basicamente plana com algumas subidinhas de 2 ou 3%. A única coisa que vale a pena comentar é que naqueles mais ou menos 10 quilômetros até a ladeira de cotovelo, perto do Barramares (que acho que tem o pessoal está chamando de Ladeira do Viagra) a temperatura sobe uns 3 graus se comparado com a Roberto Freire. E não sei se é devido a época do ano (sempre Janeiro), mas eu sempre acho com muito menos vento. Meio sufocante.

Prá dizer a verdade, eu não gosto desse trecho porque é meio monótono. É bom prá aquecer e tentar manter uma velocidade constante. A coisa começa a ficar interessante em Cotovelo. A Ladeira do Viagra, o primeiro desafio do dia, tem por volta de 700 metros e começa bem suave. Ela parece menor que a de Tabatinga mas isso é devido ao fato do ciclista já entrar nela embalado pela ladeira anterior e também porque a ladeira não termina quando você passa pelo “portal”. Ela continua ainda por um par de metros. Vale salientar que eu registro as ladeiras do ponto zero de inclinação ao ponto zero de novo.

Ela começa suave, subindo bem gradualmente de 3 a 8% de inclinação nos primeiros 100 metros. O meio dela é bem regular, entre 11 e 13% nos seguintes 320 metros. Por volta dos 360 metros é quando se passa em baixo do pequeno arco de metal e a parte difícil da subida termina. Daí é só seguir entre 4 e 2% até ficar plano de novo. Na verdade, quase ninguém pensa nisso como parte da ladeira. Mas para um corredor de speed qualquer graduação no terreno ainda é parte da subida e significa uma queda de velocidade e de resultado final. Imagine que as corridas de montanha do Tour, Giro ou Vuelta sempre terminam no topo, na inclinação zero. Daí é relaxar um pouquinho. Mas não muito porque vamos começar a parte que realmente é legal nesse trecho. Entre Pirangi e Pirambúzios temos a maior concentração de subidas de toda a volta. É uma subida depois da outra, algumas apontando 15 a 20% de inclinação por um pequeno espaço. Pouquíssimos na verdade. E a brincadeira para mim é tentar atravessar todas elas o mais rápido possível. Em Pirangi, temos uma opção no trajeto, que se apresenta em frente ao Cajueiro. Seguir adiante pela estrada principal, com várias subidas e descidas, ou pegar o desvio e enfrentar uma subida mais íngreme.

Fiz as duas formas. Bem em frente ao cajueiro, onde a rua só passa um carro de cada vez, há uma entrada à direita. Nessa, você vai pegar o desvio (que é obrigatório para os carros durante o fim de semana, se não me engano). Aí você entra de cara numa ladeira bem íngreme, apesar de curta. São só 270 metros, mas ela chega a 24% de inclinação, com bons trechos de 18 e 20% no percurso. Gosto de encarar ela para colocar mais um desafio no caminho. Pirambúzios é outra área cheia de subidas e descidas. Algumas bem puxadas, como uma ladeira que chega aos 25% mas é bem curtinha, no máximo uns 50 metros. Meu pai chamava essa de ladeira do corno, porque tinha um quebra-mola no início e fim. Depois dessa há ainda as duas ladeiras perto da Apurn, mas colocaram aqueles tijolinhos amarelos e você tem que baixar a velocidade, o que é um saco. Búzios é totalmente plana e curta, uns 6 quilômetros. É um bom lugar para comer alguma coisa, beber, relaxar e ver o mar antes de enfrentar o objetivo do dia: A ladeira de Tabatinga. O único ponto a ter atenção é com as diversas ruas vindo da sua direita, por causa dos carros. Nunca tive problemas, mas a gente sabe que basta uma vez.

A ladeira de Tabatinga é para mim o teste no começo do ano para saber qual o meu nível de “fitness” antes de realmente começar o treinamento em direção à Etape du Tour. A Etape é a corrida para qual eu treino durante todo o ano e acontece sempre em Julho na França. Então, saber qual a máxima potência e ritmo cardíaco em janeiro em condições bastante similares à da Etape (em relação a temperatura) é sempre uma boa forma de comparação para a evolução dos treinos. Dessa vez posso dizer que não consegui subir totalmente no primeiro dia (acho que ainda era resultado da gripe que tinha pegado logo ao chegar em Natal). Mas na segunda e terceira vezes, subi muito rapidamente com uma média de 10km/h. O que me deixou muito feliz. Acho que a média do ano passado foi de 7 km/h. E consegui atingir o meu máximo ritmo cardíaco sem me sentir mal.




A ladeira começa entre 3 e 7% de inclinação, mas um pouco depois de você fazer a curva suave à esquerda, a coisa aperta bem rapidinho. Como li no blog Rapadura Biker (http://www.rapadurabiker.blogspot.com), é sempre bom dar uma olhada se não vem ônibus ou caminhão para subir a ladeira. Não há acostamento e espaço prá ciclista. Eu sempre vi a ladeira em três fases e meu computador confirmou isso. A primeira, facinha. A segunda dá uma apertada até 22% mas o asfalto ainda está bem, mas você já consegue ver a pior parte. Dá prá reconhecer a parte mais íngreme, porque está cheia de cimento no asfalto. Quando você chega por volta de 60% da ladeira, ela dá uma guinada prá cima. O gradiente pula de 15% para 24% bem rapidinho e daí para o máximo de 33%. O que acontece por um espaço MUITO PEQUENO de terreno. Acho que não é nem por 10 metros. Mas você sente nos músculos. Posso dizer agora que é a ladeira mais íngreme de todas que enfrentei em Natal, incluindo Ladeira do Sol e Ladeira das Virgens na Ribeira. O total é de 580 metros que sempre deixam uma sensação de triunfo quando conquistados. E usando bicicleta com disco de 48 na frente e catraca de 25 atrás, é uma conquista arrancada a suor e dor a cada vez que é encarada.


Depois é seguir até o Mirante dos Golfinhos, sentar na sombra e relaxar por uns minutos antes de voltar. Tentar ver um golfinho ou dois bebendo uma água de côco, comer alguma coisa e seguir de volta. Sempre aproveito para encher a garrafinha com água de côco também. Para mim não há melhor líquido energético: glicose, sais minerais e tudo natural. A diferença no trajeto de retorno são as duas subidas graduais, uma em Pirangi e outra em Pium, que são de 1.5 quilômetros a 4%. O resto é até mais fácil, com boas descidas e vontade de voltar prá casa. A parte que eu acho divertida é sempre entre o Praia Shopping e Cidade Jardim, onde consigo meter uns 45km/h constante e deixar a galera olhando meio confusa eheheh.
DOENTE E SEMENTINHA

Estou doente. Quer dizer, já estou na recuperação (lenta ladeira acima). Mas dessa vez o vírus que me pegou foi forte. Depois da volta de mtb da semana passada eu acordei na sexta-feira com a garganta ardendo e com muita tosse. A coisa degringolou no final do dia com uma febre de 39 graus e muita náusea. E assim foi o fim de semana. Finalmente na terça-feira à noite que comecei a melhorar. Agora é quinta-feira, vou perder a volta da semana e o fim de semana vou relaxar. Um pequeno contratempo no começo do meu ano em treinamento.
Mas também um bom momento para dar uma olhada em alguns blogs que me foram indicados. O blog do Max (http://maxkonabikes.blogspot.com/) é um que venho acompanhando (incluindo os blogs que estão listados nos links). E aí começou uma coceira no fundo da minha mente: triatlo. Talvez seja a forma de manter o ciclismo vivo se voltar ao BR...
TRAINING LOG
DOMINGO 6 FEVEREIRO 2011

FITNESS
Monday Jan 31, 2011
Peso: 76 kgs
Rowing/remo = 15 min - 85 watts avg /
Squat weigh in back/Agachamento peso nas costas = 40kg 3 sets/7reps
Squats weigh in front/Agachamento peso na frente = 20kg 2 sets/12reps
Senti uma fisgada na parte traseira da coxa direita. Parei o treino e fiz 15 minutos de spinning para relaxar o músculo.

BIKE RIDE
Quinta 2 fevereiro 2011
Peso: não registrado
Mountain Bike Ride : 17 kms
Ride time: 1h25m

TOTAL TRAINING TRACKING:
Gym work: 10 h - 5200 kcal
Ride time: 5 hrs - 97kms - 4400 kcal

BRASIL:
Distancia: 168 kms
Tempo: 8 horas e 13 minutos
calorias: 5794 kcal