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Live tracking: see how I am doing it!
1,330 kms | 36 K vertical meters Tomorrow, August 10, start my sport challenge of the year. You can read all the details about it here . Fo...
FITNESS
Monday Dec 6, 2010
Rest/Descanso HR = 72bpm
Rowing/remo = 20 min - 98 watts avg / 130 bpm avg
Squat weigh in back/Agachamento peso nas costas = 40kg 3 sets/7reps
Squats weigh in front/Agachamento peso na frente = 20kg 3 sets/12reps
Back extension = 85kgs 3 sets/12reps
BIKE RIDE
Wednesday Dec 8, 2010
Mountain Bike Ride : 20 kms
Ride time: 1h45m
Avg HR: 150bpm
FITNESS
Thursday Dec 9, 2010
Rest/Descanso HR = 80bpm
Rowing/remo = 20 min - 102 watts avg / 128 bpm avg
Squat weigh in back/Agachamento peso nas costas = 50kg 3 sets/7reps
Squats weigh in front/Agachamento peso na frente = 24kg 3 sets/12reps
Back extension = 85kgs 3 sets/12reps
Leg knee = 28kgs 3 sets/7 reps
TOTAL TRAINING TRACKING:
Gym work: 8 h - 5100 kcal
Ride time: 3 hrs - 80kms - 3500 kcal
thu dec 2, 2010
Rest/Descanso HR = 70bpm
Rowing/remo = 20 min - 102 watts avg / 130 bpm avg
Squat weigh in back/Agachamento peso nas costas = 40kg 3 sets/7reps
Squats weigh in front/Agachamento peso na frente = 20kg 3 sets/12reps
Back extension = 85kgs 3 sets/12reps
TOTAL TRAINING TRACKING:
Gym work: 6 h - 3500 kcal
Ride time: 2 hrs - 60kms - 2500 kcal
wed dec 1, 2010
Rest/Descanso HR = 80bpm
Rowing/remo = 20 min - 92 watts avg / 130 bpm avg
Squat weigh in back/Agachamento peso nas costas = 40kg 3 sets/7reps
Squats weigh in front/Agachamento peso na frente = 20kg 3 sets/12reps
Weigh lifting front/Levatamento peso frontal = 25kgs 3 sets/12reps
Back extension = 85kgs 3 sets/12reps
TOTAL TRAINING TRACKING:
Gym work: 5 h 3500 kcal
Ride time: 2 hrs 60kms 2500 kcal
mon nov 29 2010
Rest/Descanso HR = 72bpm
Rowing/remo = 20 min - 88 watts avg / 122 bpm avg
Squat weigh in back/Agachamento peso nas costas = 40kg 3 sets/7reps
Squats weigh in front/Agachamento peso na frente = 20kg 3 sets/12reps
Weigh lifting front/Levatamento peso frontal = 20kgs 3 sets/12reps
Back extension = 85kgs 3 sets/12reps
Bumpees/polichinelo com pulo = 2 sets/12 reps
TOTAL TRAINING TRACKING:
Gym work: 4 h 2980 kcal
Ride time: 2 hrs 60kms 2500 kcal

All in all it is a bit of disappointment. After the announcement from the full Tour yesterday, the general expectation was that we would do the stage 18 with a major 189 kms to climb and 3 mountains: Cold Agnel that is in total 60 kms climb, followed by L’Izoard, with 39 kms and finally Galibier with another 35 kms to climb. So, it would be a massive 150 kms of mountain climbing. That would be an epic Etape. Something to be proud of.

Foi anunciado hoje a Etape du Tour do próximo ano. Vai ser uma etapa diferente dos últimos anos: dois dias em vez do tradicional um dia de corrida. Em 11 de Julho enfrentamos a etapa 19 do Tour: 109 quilômetros com três montanhas: Telegraph, Galibier e Alpe D’Huez. A segunda corrida será no dia 17 de julho com 208 quilômetros somente com montanhas de tamanho médio. É a etapa 9 do Tour.
Em geral estou um pouco desapontado. Depois do anúncio do Tour de ontem a espectative era que a corrida seria na etapa número 18: 189 kms com 3 das maiores montanhas da França: Col Agnel com 60 kms de subida, seguido de L’Izoard com 39kms e finalmente Galibier com 35kms. Seriam 150kms de subida. Uma etapa épica para os amadores.
A corrida do dia 11 será contra o relógio do final das contas. Nada tão difícil que não alguém corra o risco de não terminar. Mas também vai ser perigoso. A corrida começa com 25 kms de descida. Para começar uma corrida com outros 9 mil e 500 ciclistas em descida me parece bastante perigoso. Todo mundo vai estar querendo fazer tempo e vão acabar fazendo besteira. A descida do Galibier também vai ser bem perigosa. A subida não vai espalhar os ciclistas o suficiente. A única parte boa é terminar no Alpe D’Huez. Isso sim vai ser fantástico...
Primeiro treino e Why I like cycling

Mas eles me conhecem muito bem. E eu não posso culpá-los por serem céticos. Eu pulei de interesse para interesse sem nunca dar tempo suficiente de ser bom naquilo que eu estava fazendo. Do Judô a tocar bateria, do Tae Kwon Do a fotografia, de guitarra a colecionar selos. E desde que eu me casei as coisas não mudaram muito. Minha pobre mulher herdou parte dessa minha mania de mudar interesses (salvo por ela, que é constante, juro). E quando um dia comentei que estava pensando em começar a fazer ciclismo eu não posso reclamar da "de verdade? outro hobby?" reação dela. Mas para lhe dar crédito, depois dessa conversa ela me deu e vem me dando suporte desde então. Acho que também é um bom momento de dizer que eu não vinha fazendo esporte pelos últimos 10 anos e estava pesando perto dos 100 quilos.
Isso foi quase há 4 anos e, contra todas as espectativas, ciclismo continua sendo o meu hobby e quase obsessão. E tudo começou de verdade no dia que minha filha nasceu. Minha esposa estava no seu nôno mês de gravidêz mas de qualquer forma eu tinha decidido fazer minha primeira corrida naquele dia, domingo 22 de abril. Quando acordamos, ainda perguntei se ela estava bem. Se havia risco de ser aquele o dia. Mas ela disse que não me preocupasse. Que eu podia ir tranqüilo e tomar o tempo que quisesse. "Pode ir. Sem problemas. Não vai ser hoje. Nem se preocupe!", ela disse. Tipo "famous last words"...
Claro que aquela não foi uma corrida "de verdade" se comparada com as de hoje. Na verdade foi até um pouco ridícula. Naquela época a minha bicicleta "de corrida" era uma velha, enferrujada magrela de aço. Tinha sido presente do meu sogro e sogra 7 anos antes e era usada basicamente para pequenas voltas recreativas. Eu não tinha nem uma garrafa de água, capacete, sapatos apropriados e muito menos uma camisa de ciclismo. Tudo o que eu tinha era era uma camiseta de algodão, a bicicleta e uns calções de ciclismo que estava usando em aulas de spinning. E, é claro, o celular. Por se "acaso"...
A corrida foi de uns 30 quilômetros ao redor da casa, o que hoje parece uma volta realmente diminuta. Mas era um domingo de sol, por volta dos 30 graus, sem vento e eu curti muito. A velocidade mais alta do que eu estava acostumado e a sensação de estar fazendo aquilo com um objetivo me deixou com um sentimento muito bom. Quando eu estava por volta de 1 hora e meia na corrida, o acaso aconteceu, o celular tocou e eu pedalei prá valer prá casa. As contrações tinham começado e o tempo entre uma e outra estava ficando cada vez menor rapidamente. Então cheguei em casa, mulher ainda calma, banho rápido, carrera pro hospital. Tudo no final acabou bem e as duas coisas ficaram conectadas na minha cabeça: um dos momentos mais importantes da minha vida até então com o outro que prometia mudar minha vida dali em diante.
Hoje eu sigo pedalando cada vez mais forte e espero cada vez mais rápido. Eu mantenho o "hobby" que se tornou uma forma de viver e mudou minha forma de encarar várias coisas desde o lado profissional até o familiar e de saúde. E sempre mantenho a memória daquela sensação do primeiro dia e primeiro treino.
Gym Training: Spinning - 12 Aug 2010
Total time: 45m19s
Zone 4 (>178bpm) = 5:30
Zone 3 (150 <> 178) = 31:35
Zone 1 & 2 (< 150bmp) = 8:14
Average HR: 162
Top HR: 185
88% of Max HR
717 kcal
Novo Desafio

Antes que batesse a depressão pós L’etape Du Tour eu decidi arranjar outro desafio. Um pouco mais fácil e mais agradável. Vou outra vez para França. Mas de férias. E vou trazer a bicicleta. Vou ficar uma semana e quero subir 3 ou 4 montanhas famosas da região dos Alpes. A idéia é sair de casa cedo, fazer uma montanha com poucos quilômetros rodados. No máximo 50kms e encontrar a família em algum lugar para continuar o dia de turismo.
A primeira montanha que vou tentar é o Alpe D’Huez. Famosa pelas 21 curvas com gradientes por volta dos 8%, ela tem 22 kms de extensão. Não tenho nenhuma ambição em relação ao tempo que vou fazer. Quero terminar a subida sem parar e aproveitar a vista. Máxima inclinação é de 10.5%. Na Holanda, o Alpe D’Huez é das subidas mais famosas e há muitos holandeses que saem de Amsterdam em direção à França para completar a subida em 3 dias ou coisa do gênero.
A segunda que quero fazer é o Col Du Galibier. Essa montanha faz 100 anos que faz parte do Tour de France e está sendo cogitada como favorita para fazer parte da L’Etape do ano que vem. Talvez ela no meio e terminando no Alpe D’Huez. O Galibier pode ser feito de 3 formas. Uma saindo do sul, na vila de Lauteret. É a mais fácil com 8.5kms e uma média de 7% e máxima de 12% (mas somente por pouco menos de 500 metros).
A segunda e terceira forma são na verdade a mesma estrada, desde a vila de Le Châtelard. Desde essa vila até o topo são 35 kms. Mas pode-se fazer a versão “curta” dessa subida, começando desde Valloire, o que dá uns 18 kms. Desse lado a coisa apesar de longa, não é mais suave: média de 8% de inclinação e máxima de 10.1%. O que eu estou realmente pensando em fazer é subir pelo lado curto, recuperar fisicamente na descida do lado longo e subir os 35kms de volta.
As outras duas subidas que eu estou de olho são o Col de la Croix de Fer e Col de la Madeleine. Todas duas com mais de 15kms e inclinação por volta dos 10%. Mas essas eu ainda tenho que pensar com cuidado e ver se possíveis no prazo de 7 dias que vou ficar na França. Tenho que equilibrar família, turismo e férias (relaxar, dormir, comer boa comida, etc.).
Before the depression post L’Etape Du Tour kicks in I’ve decided to find another challenge. A little bit easier and more pleasurable. I’m going back to France. But on holiday this time. And I’m going to bring the bike to do some climbing. I will stay 1 week and climb 3 to 4 mountains in the Alps. The idea is to go out of the house earlier, climb a mountain with feel kms in the legs. Max of 50 kms away. And meet the family somewhere to go on turism.
The first mountain that I’m going to see is Alpe D’Huez. Famous for its 21 turns with average of 8% inclination and 22 kms. I don’t have any ambition of climbing time. I want to go up without stops and enjoy the view. That’s all. The max incline is 10.5%. In Holland AlpeD’Huez is very famous and there are a couple of dutch guys that leave Amsterdam and climb it during a 3 days ride.
The second that I want to do is Cold du Galibier. This one will make a 100 years that is part of the Tour de France next year and it is a very good candidate for the Etape. Some people are even talking about having it on the middle of the ride and finish on the top of AlpeD’Huez. Tough. You can climb it in 3 ways. One coming up from south, from Lauteret. It is the shortest with 8.5 kms and a average of 7% and a max of 12% (but only for around 500 meters).
The other 2 ways are actually the same road from north from Châtelard. . You can do the long way, with 35mks or the short version with 18kms from Valloire. This side the ride is as harder: average of 8% and max incline of 10%. What I’m planning to do is to climb the short side, recover during the descend of the longest side and climb it back. Hard work for sure.
The others climbs that I’m looking to do are Col de la Croix de Fer and Col de la Madeleine. Both above 15kms and inclination of around 10%. But I don’t have information yet about those. I need to fit them on the 7 days I will in France with the family and the real holiday activities.
Tour de France - O resultado
Estou de volta à Holanda. Cheguei na terça-feira de madrugada e ontem foi um dia meio de ressaca. Mas aqui vai o relato das aventuras do último domingo.
Ficamos em um hotel a 5 kms do local de largada. O que quiz dizer que eu pude dormir até as 5:00 da manhã. Diferente o ano passado que tivemos que acordar às 2:30 da madrugada. A gente saiu do hotel às 6:00 e uma das partes mais legais da corrida é o caminho até a largada. Todo o grupo da Nike, mais ou menos 42 pessoas, pedalando silenciosamente nas ruas quase desertas.
Ao chegar ao local, a gente se dividiu de acordo com os números de cada participante. Eu e outros dois colegas, que tinham números parecidos, decidimos dar uma parada no banheiro antes de ir ao próprio local de partida. A largada é dividida em várias fases e quanto mais na frente você estiver melhor. Quanto mais atrás, pior. Acontece que depois do xixi, a gente se perdeu e prá resumir a história, quase perdemos o prazo máximo de entrar no lugar reservado prá gente. Faltando somente 2 minutos para o prazo final encontramos o lugar certo. Nervosismo grande! Mas afinal estávamos prontos para o grande dia. 7:00 horas da manhã, já fazendo 25 graus e a promessa de um dia quente e uma corrida muito dura. A expectativa, que provou ser correta, era que 50% dos participantes não consegueria terminar no prazo máximo de 11 horas e 30 minutos.
Dada a largada, começamos a corrida em ritmo forte, mas sem ir além do limite. Velocidade média de 35 kms/h. O início da corrida, na cidade de Pau, é bem plano e todo mundo queria ganhar tempo alí. A coisa foi seguindo até a marca dos 60 kms com pouca coisa interessante acontecendo: quase me envolvo em um acidente com outros 20 ciclistas (escapei porque empurrei o cara do meu lado), encontrei alguns brasileiros prá conversar um pouco e um colega que acertou outro ciclista a 30 km/h e tívemos que parar porque no acidente ele furou o pneu...
Falei nos 60 kms porque é aí que a coisa aperta. Chegamos a primeira montanha do dia: O Col de Marie Blanque. Mas os primeiros 8 kms são de inclinação leve: 5%. Os último 4 kms é entre 11 e 13%. Imagine a ladeira do sol, mas com quatro quilômetros de extensão... Eu comecei a subida bem tranqüilo e estava seguindo na minha velocidade, por volta dos 6 km/h quando o cara na minha frente cai da bicicleta e eu não consigo desviar. Nessa parte da subida, tinha tanta gente junto ainda que era impossível desviar. Levo a queda, mas me levanto rápido. Tive que tentar 3 vezes para finalmente conseguir encaixar o sapato no pedal e seguir. Faltando 2 kms para o topo, uma ambulância abre caminho entre a multidão de ciclistas. Um sujeito tinha acabado de ter um princípio de ataque cardíaco devido ao esforço. Resultado: a coisa ficou tão congestionada que todo mundo teve que descer da bicicleta e caminhar os últimos 2 kms... Uma chateação porque uma das minhas resoluções desse ano era fazer a corrida sem caminhar.
Passado o congestionamento, subi de novo na bicicleta e segui até a primeira parada programada do dia. O primeiro posto de reabastecimento de água. Alí reencontrei parte do time da Nike e seguimos viagem. Ao sair do food station, uma coincidência incrível: vi parado ao lado da rua o mesmo brasileiro que tinha pedalado comigo no Mont Ventoux na etapa do ano passado. Não sei como, mas lembrei o nome dele e gritei ao passar rápido. "Glauber, aqui é Wagner, do ano passado!" E ele grita de volta: "Diz Aí Garoto!" E foi tudo o que eu consegui escutar enquanto descia a montanha a 60 kms/h.
Mas aí acabaram as coisas simpáticas e legais do dia... O calor começou a apertar de verdade: 35 graus. E eu comecei a sentir o que eu achava que eram câimbras. Uma colega, ao me escutar reclamando, me disse que achava que o problema não era exatamente câimbras, mas eu tinha uma overdose de açúçar no sangue. Estava tomando muito gel e líquido energético e tinha pouca água no organismo. Isso faz com que os músculos comecem a ter contrações muito semelhantes às câimbras. Acreditei na sugestão e decidi fazer os próximos 15 kms sem beber nada já que só tinha líquido energético e não água pura. Reduzi a velocidade e a coisa funcionou. As dores pararam mas me custou perder o grupo de colegas da Nike momentaneamente.
Aos 112 kms re-encontrei o grupo e chegamos a segunda montanha do dia: o col de Sourlor. Eles estavam não mais do que uns 800 metros na minha frente. E agora o calor estava insuportável. 39 graus! É quente demais prá ficar parado tomando cerveja. Prá pedalar a 30 km/h no plano ou 22 km/h nas subidas leve é quase insuportável. E pior, a partir daí teríamos que subir 10 kms com uma inclinação de 8%. Comecei a subida com calma, mas o calor fazia com que meu coração chegasse aos 170 batidas por minuto muito rapidamente. O que me fazia cansar fácil. E tinham pouquíssimas sombras prá fujir do sol escaldante. Então o jogo foi o seguinte: eu pedalava por 2 kms, até me sentir no limite. Parava na primeira sombra que encontrasse e relaxava por tempo suficiente para o coração baixar até os 120 bpm. Ficava parado mais ou menos 30 segundos. Ao mesmo tempo, jogava água na nuca, costas e pernas prá baixar a temperatura do corpo. Assim fiz os 10 kms, ou seja, parei 4 vezes até o topo. Não fiz um tempo brilhante mas garanti que não explodia já que ainda tinha que enfrentar o mostro do Col de Tourmalet. A montanha que acabou comigo 3 anos atrás. A descida do Col de Sourlor foi das mais legais que já fiz. Com um top de 72 kms/h, foi uma descida de 18 kms muito rápida, técnica mas não extremamente perigosa. Foi das mais divertidas e bonitas que eu já fiz em 3 anos de ciclismo.
Agora era procurar se esconder o máximo possível do vento atrás de outros ciclistas. Economizar energia e se preparar para a subida mais difícil do dia. Ao chegar ao pé do Col de Tourmalet, quando você encontra a placa '20 kms para o topo', dá um certo aperto na garganta. Você está quase lá. Dos 184 kms, só faltam 20! Mas ao mesmo tempo, ainda faltam 20. E são todos de subida. Com média de 7.5% de inclinação. Com máximo de 12%. Logo no começo da subida encontrei um grupo de paulistas. Um na frente, com melhor condição física, dando apoio todo o tempo aos outros 3 ou 4. "Vamo lá pessoal. Isso é igual a serrinha", ele gritava. Eu ainda conversei com ele um pouco e depois continuei a minha subida. Fiz a mesma estratégia de parar quando o coração disparava e jogava água no corpo prá baixar a temperatura. O calor era tão grande que o pessoal que estava assistindo a passagem começou a pegar água nos pequenos agueiros que estão nas encostas da montanha e jogavam água nos ciclistas. Isso era um alívio muito grande e não vou muito longe em dizer que muito ciclista tem que agradecer a eles o fato de terem conseguido chegar ao final.
Faltando 7 kms para o topo, havia uma estação de abastecimento de água. Ali reabasteci mais uma vez minhas garrafas e segui até o final. Eram 5:30 da tarde e o prazo máximo era 6:30. Tempo suficiente. Segui na calma e cheguei aos últimos 500 metros com esforço mas sem me matar. O pessoal que estava alí esperando alguém da família ou amigos encorajava os ciclistas. E gritando quantos metros faltavam. Faltando 300 metros, já com a chegada à vista, um cara montou uma banquinha prá vender coca-cola geladinha. O cara, muito esperto, colocava uma latinha gelada em cima da banquinha. A latinha gelada suando no calor era uma visão quase inacreditável. Eu não resisti à tentação e parei. Comprei uma latinha de coca-cola. Bebi na calma. O pessoal gritando: Allez, allez (vai lá, vai lá) e eu na boa. Bebendo a melhor coca-cola do mundo! Terminei a latinha, dei um arroto e terminei a corrida às 6:04. 11 horas e 4 minutos de corrida. Muito feliz com o resultado por ter feito sem me matar como no ano passado e sem risco de ser eliminado. Numa corrida mais dura ainda que a do ano passado. Mesmo com minhas paradas e a coca-cola, eu fiquei somente entre 5 e 10 minutos atrás do grupo da Nike. O que também me deixou feliz.
Barreira dos 2 mil ultrapassada | Passed barrier of 2 k kms
E na sexta-feira um colega foi trabalhar com bronquite. Ficamos juntos na mesma sala fechada por todo o dia e o resultado é que eu peguei uma gripe. Não é uma bronquite mas tenho que tomar muito cuidado. Hoje, domingo, era dia de treino mas desisti. Perdi uma corrida de 150 kms e agora faltando 29 dias para a L'Etape du Tour, não tenho muitos finais de semana de treino sobrando. Estou realmente chateado...
This week I've passed the 2 thousand kilometers since January. In total couting since November from 2008 I've done 5.054 kms. Not bad. In the last Sunday I've done 150 kms very strong with 4 colleagues and on Tuesday and Wednesday I've done interval training. Friday I went to work by bike and pused the whole time against the wind. It has been a good training. But the result is that it was a very strong training week and my defenses went down.
On Friday a colleague went to work sick and I got it. Nothing really serious but I need to be careful and I've cancelled a ride today, Sunday. With only 29 days left for the big day, I don't have many weekends to miss training. I'm really pissed...
Mas é relativamente pesada e me deu alguns sustos devido a instabilidade na hora de descer montanhas. Quase levei uma queda a 70 kms/h dois dias antes do L'Etape do ano passado. Um colega que tem exatamente a mesma bicicleta para treino mas nos dias de corrida usa uma Pinarello Corsa, me disse que a diferença era descer uma ladeira cheia de curvas num carro esporte ou num ônibus (no caso da minha, está claro). Também não se pode dizer que tenha um quadro realmente rígido.
Eu já tinha lido e escutado muito sobre a importância da rigidês do quadro. Quão mais rígido o quadro melhor responde a bicicleta. É claro que rigidês pode vir às custas de peso. Então o jogo é manter a bicicleta o mais leve e o mais rígida possível. Mas eu não tinha dado tanta importância assim até o dia que enfrentei a primeira ladeira de verdade com 15% de inclinação na minha bicicleta nova: uma Giant OCR composite com marchas e freios Shimano Ultegra SL compact e rodas da marca Rodi (o ponto fraco que eu trocaria se tivesse mais dinheiro). A bicicleta no total pesa 11 quilos e responde como um sonho. Descendo ladeiras fortes ela faz curvas fechadas aos 40 kms/h com toda confiança e no flat eu consigo manter 40 kms/h com muito mais facilidade.
E ela chega ao seu melhor mesmo é nas subidas. E é aí que a rigidês do quadro paga pelo preço da bicicleta. A cada pedalada, você sente a bicicleta realmente indo prá frente. Subindo a ladeira. É como se toda a força que você coloca no pedal se transforma em movimento para frente através das rodas. Na bicicleta antiga você sente como se alguma coisa estivesse se perdendo na bicicleta. Parte da força ficasse na bicicleta e nunca chegasse até o chão na forma de movimento. No último Limburgs Mooiste, enfrentei algumas das subidas sem mesmo precisar puxar o coração para a zona vermelha e subi ladeiras pesadíssimas com esforço, mas sem a assombração que não estava indo a lugar nenhum. Eu simplesmente adoro minha bicicleta nova... Vai ser show de bola na França...
Because everybody only talks about the world cup,I’m going to talk about my new bike. Untill the end of last year I had (well, I still have got it) a bike from Ridley. The model was a very basic one, Triton with alloy frame and carbon fiber fork. It is a good bike that I’ve decided keeping to be my working horse during raining days and winter trainings. And at the end she brought me to close to 3 thousand kilometers, including the summit of the Col de Tourmalet, Mont Ventoux and other fantastic places.
But it is relatively heavy and gave me some scary moments during descends. I almost felt once during a 70 kms/h descend. 2 days prior to the L'Etape from last year. A colleague that has the same bike for training and a Pinarello Corsa for racing, told me that the difference is like a sports car from a bus (in the case of my bike, of course). I also can’t say it has a very rigid frame.I have read a lot about the importance frame rigidity. The more rigid the frame the better. Of course, rigidity comes to a price of weight. Then the game is to keep a very light bike that is still rigid. But I haven’t given much importance until I faced my first real climb with the new bike: a 15% climb.
The bike is a Giat OCR composite, full carbon, with gears and brakes Shimano Ultegra SL and Rodi wheels (the piece of the bike I would like to change but don’t have the money). It weighs 11 kgs and respond as a dream. It is able to do turns on heavy descend at 40 kms/h and I can keep that speed for much longer on the flat. But she really comes to her element on the climbs. And that is also where the ridigity pays the price tag. To each stroke of the pedal you can feel that the power is transferred to the road and the bikes pushes forward. Each push is going to the road thru the wheels. In the old bike it was like something was lost in the bike itself. Part of the power stayed on the frame, basically in the form of movement. In the last Limburgs Mooiste, I faced very tough climbs without the need to go the red zone. I simply love my bike…
150 kms - speed ride
Faltando 35 dias para a etapa, estou bem perto dos 2 mil quilômetros rodados. Faltam somente 30 que eu acho que bato na próxima terça-feira quando for ao trabalho. Agora é dormir porque o cansaço é grande.
Today I've done 155 kms around mid Holland.I've left home around 6:30 and went in direction north. I've met other 3 colleagues on the way and we stayed around the center of the country. The difference of this ride with the other we did 3 weeks ago is that we had a "local" with us that indicate the most interresting ways. Meaning the least flat and with more climbs. We went again to Amerongen and I've managed to get to the top in second place in the group. Good ride. We are arranging a 200 kms ride in 3 weeks...
Now there are only 35 left to the L'Etape and I'm very close to the 2 thousand kms. Only 30 kms short and I think I will hit the mark next tuesday when I go to work. Now it is time to sleep...

132 kms na chuva || 132 kms in the rain

Neste domingo eu fiz 132 kms entre minha casa e Bergen op Zoom no sul da Holanda. Foram 5 horas e meia contra o vento e com muita chuva. O caminho é bem conhecido e tem umas retas de 10 a 15kms. E foram todas contra o vento. A sensação era de estar subindo uma ladeira com 5 a 7% de inclinação. Bom treino mas nada agradável.
A chuva era tão forte que eu tive que colocar os óculos escuros porque os pingos estavam doendo nos olhos. Um sinal de como forte estava o vento é quando passei por alguns desses cataventos para gerar energia e eles estavam a toda velocidade...
Hoje é dia de interval training outra vez. Amanhã venho de bicicleta ao trabalho e no sábado tenho Limburgse Mooiste. Uma corrida de 150 kms no sul da holanda com 24 subidas, algums extremamente pesadas...
This Sunday I've done 132 kms from my home to Bergen op Zoom in the south of Holland. It was 5 and a half hours against the wind and rain. The way is well kwown to me and it has some straight lines of 10 to 15 kms. And all of them against the wind. The sensation was of climbing 5 to 7% hills. Good training but not really pleasant. The rain was so strong that I have to wear the sunglasses because the rain drops were hurting my eyes. A sign how strong the winds were was the wind turbines going at full speed…Today it is interval training day again. Tomorrow I will come by bike and on Saturday I will go to Limburgse Mooiste. A very tough ride of 150 kms in the south of Holland with 24 climbs. Some extremely hard…

